segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Entenda como a baixa autoestima pode minar sua vida pessoal



Entenda como a baixa autoestima pode minar sua vida pessoal
Relações familiares, profissionais e sociais podem ser contaminadas

Site: Minha Vida

Quanto tudo vai bem, irradiamos alegria. É um "bom dia" dado com vontade, um sorriso ao pedir algo, um olhar interessado a quem vem conversar conosco. O empenho no trabalho é bom, as recompensas no amor são maravilhosas e os dias se tornam agradáveis. A sua felicidade reverbera e atinge até mesmo quem passa horas ao seu lado.

Estar de bem com a vida chama a atenção e até provoca uma certa inveja em quem não passa por um momento semelhante. Vivemos momentos de felicidade, e não sua plenitude. Sempre há algo a melhorar, um setor que é uma pedra no sapato. Seja um problema familiar, profissional ou de saúde, substituímos nossas preocupações quase o tempo todo. E aí entra o cuidado para não perder a autoestima.

Não deixe o bem-estar escapar

Perder a autoestima pode acarretar uma série de riscos. O primeiro deles é o de não ter a mesma força de outrora para resolver as questões que se apresentam. De repente aquela pessoa feliz que você era vai se cansando e se deixa abater por críticas, sentimentos de culpa, vergonha, medos, insegurança, etc. "Quando estas sensações começam a dominar os pensamentos é possível notar uma queda no rendimento em todos os setores da vida", explica a psicóloga Doralice Lima.

O trabalho rende menos e não dá prazer. Em casa, o convívio familiar se torna um martírio, e a vontade de ficar o tempo todo na cama ou apenas com a TV como companhia aumenta. "O isolamento é sintomático e acontece em efeito dominó. Pode começar com a reclusão e terminar em depressão profunda", alerta a profissional. Ter a mente dominada por pensamentos negativos ajuda a desenvolver doenças. Tente lembrar das vezes que você teve febre, por exemplo. Geralmente ela surge depois quando você está passando por problemas pessoais ou profissionais que te desgastam. É uma forma do corpo gritar: "Não estou bem, olhe para mim".

Consequências desastrosas

Caso a autoestima sofra uma queda e não seja recuperada, pode acontecer do rendimento cair tanto no trabalho a ponto de o chefe resolver que a demissão é a melhor alternativa. Em casa, os parentes percebem o comportamento mais arredio. Os amigos também não entendem que motivo levou aquela pessoa tão querida a não se misturar mais nos eventos que combinavam com tanto prazer. "Em pouco tempo uma vida social e profissional que foi conquistada pode desmoronar", diz a psicóloga.

Há duas formas de encarar os percalços da vida: se fazendo de vítima frente a uma dificuldade ou arregaçando as mangas para resolvê-la e seguir adiante. Sempre prefira a segunda alternativa, recomenda a especialista. "Períodos de lamentação são comuns e remoer mágoas é natural. Mas esses momentos devem ser passageiros. A vida pode estagnar caso o comportamento passe a ser movido por rancores", explica a profissional.

Atenção aos sintomas

Claro que ninguém é de ferro, e todos têm o direito de chorar quando se sentem sem forças de dar o próximo passo. Mas esse instante de fraqueza precisa mesmo ser momentâneo e não perpetuado. "Quem chegou aos degraus mais altos de grandes empresas tirou forças para vencer as barreiras que se impunham e para chegar onde chegaram rejeitaram o rótulo de fracassados que em alguns momentos poderiam ter recebido caso abaixassem a cabeça para as interpéries da vida", exemplifica a terapeuta. Segundo a profissional, encare tudo de frente e pegue a vida com as mãos, ou seja, não esperar por milagres é a forma mais sadia para manter a autoestima fora de perigo.

Estresse durante a gravidez pode prejudicar o bebê



Estresse durante a gravidez pode prejudicar o bebê

Marcela Farrás

Estudo americano sugere que gestantes estressadas aumentam as chances dos filhos terem asma no futuro.

Uma vida estressante traz inúmeros malefícios. Correria, falta de tempo e tensões constantes podem causar diversos problemas de saúde. Cada um sabe cuidar de si quando o assunto é estresse. Mas, quando a mulher está grávida, ela precisa pensar nos males que esse tipo de emoção pode trazer também para o bebê. Estudos divulgados em conferência da American Thoracic Society em Toronto, no último dia 18, sugerem que gestantes estressadas podem aumentar as chances de alergias respiratórias no bebê, principalmente da asma.

Segundo os cientistas americanos que desenvolveram a pesquisa, o feto responde às sensações de estresse da mãe produzindo imunoglobina E – um anticorpo relacionado ao desenvolvimento de alergias respiratórias. Com o distúrbio emocional, o organismo da mãe acaba diminuindo as barreiras das células que evitam o contato do bebê com substâncias que poderiam fazer mal para ele. “As defesas maternas diminuem e o bebê fica mais pré-disposto a riscos nessa gravidez”, explica Lister de Macedo Leandro, ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz. A partir do início do quarto mês de gestação – quando o embrião passa a ser chamado de feto por ter todos os órgãos formados – as alterações no organismo da mãe podem prejudicar realmente o desenvolvimento do bebê. “No primeiro trimestre da gravidez, os danos não são tão intensos”, completa o especialista.
É importante destacar que este é um primeiro estudo sobre a relação entre estresse na gravidez e alergias no bebê. A partir do alerta feito pelos cientistas americanos, a comunidade médica mundial começa a pesquisar mais sobre o assunto e, após muitos experimentos, comprova ou não a relação direta entre o estresse da mãe e a manifestação de asma nos filhos. Mas, há outros aspectos prejudiciais à própria grávida nesse sentido. “Quando a gestante está estressada, ela mantém toda a musculatura tensa, o que pode levar ao trabalho de parto prematuro”, diz Eduardo Zlotnik, obstetra do Hospital Albert Einstein.

Imagem: mundodastribos.com


Aprenda a fugir do estresse no trabalho e saiba como relaxar nas férias


Aprenda a fugir do estresse no trabalho e saiba como relaxar nas férias
Organização evita que as tensões sigam você durante o período de folga

Para muitas pessoas o trabalho é uma das principais causas de estresse. Em alguns casos ele pode causar problemas para se relacionar, alterações no sono ou de humor. As profissões mais estressantes são marcadas pela necessidade de responder às exigências e horários dos outros, com queixas de muita responsabilidade e pouca autoridade, além de práticas injustas e inadequadas ao cargo. Às vezes, o ambiente de trabalho gera estresse físico por causa do ruído, da falta de privacidade, iluminação deficiente ou má ventilação. Os ambientes de gestão altamente autoritária, liberal ou muito focada na crise também são psicologicamente estressantes.


Os sintomas de fuga do trabalho podem refletir em atrasos e até em queda de produtividade. "Identificar a causa do problema não leva tempo, mas o processo de gerenciamento deste estresse e o despertar da força motriz de cura, costuma ser mais demorado", explica a psicoterapeuta Juliana Cardoso Holcman.


Aprenda a escapar do estresse durante as fériasO simples ato de negociar uma lista de competências com seu superior dissipa a sensação de impotência, pois as suas expectativas são postas no papel, assim como as de seu chefe. Um bom organograma de funções tem prazo para ser revisado. Assim, com base na sua experiência, é possível adequar aos poucos às mudanças na descrição do trabalho inicial.


Vilão ou mocinho


O estresse não é ruim sempre. É preciso apenas saber reagir pró-ativamente a ele. O bom estresse ajuda você a realizar as coisas, a cumprir prazos, a se esforçar mais. Ele se torna perigoso quando interfere na sua capacidade de viver uma vida normal por um período prolongado de tempo. Isto pode deixá-lo continuamente fatigado, incapaz de se concentrar ou irritável em situações normalmente tranquilas.


Férias sem culpa

Para evitar que os pensamentos estressantes sigam você durante o período de férias é preciso preparação. Juliana defende um momento de "pré-férias": é preciso remanejar compromissos agendados para o período de descanso, delegar funções para empregados e secretárias, além de preparar bem o terreno para que tudo siga tranquilamente o seu curso na sua ausência. A resistência em abandonar o celular ou o computador são outros fatores que impedem o relaxamento por completo.


Se não há meios de se desligar totalmente do mundo real, escolha um momento do dia apenas para fazê-lo durante a folga. "Quando a gente ritualiza a hora de checar e-mail e responder chamadas do celular, desenvolve um limite para aquilo", diz a especialista. Por este mesmo motivo, muitas pessoas adoecem durante o período de férias. "É como uma desintoxicação, porque hoje em dia não se tem tempo nem para ficar doente", completa. É como se o corpo sentisse que também entrou em recesso e, agora, também tem o direito de relaxar.


Além disso, recomenda a médica, é sempre bom mudar de ares, viajar e evitar as "falsas férias". Elas acontecem quando permanecemos em casa ou na mesma rotina durante o período que seria de desligamento. "Ambientes carregados de referências do dia a dia são maneiras de se enganar", explica. Ou seja, você só pensa que está descansando, mas no fundo permanece com as mesmas preocupações diárias: a casa, o vizinho, o carro, o cachorro e até o trabalho que o espera quando voltar.



Por Minha Vida
Imagem: ceabsoluta.blogspot.com/