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A Comunicação na vida conjugal


A Comunicação na vida conjugal

Para a este artigo refleti quanto as minhas próprias relações com meus pais, marido, filhos, amigos e pacientes, no o esforço necessário ás vezes que disponho a fim de compreender e ser compreendida.

A comunicação é mais abrangente e complexa em nossas vidas do que nos damos conta, ao falarmos emitimos também as nossas preocupações, sentimentos, a visão de nós e do outro.
Atrás de uma palavra ou expressão enviamos tantas mensagens, o outro que nos ouve poderá compreende-las influenciado por seus pensamentos e sentimentos.

Quando conturbada pode levar um casal a situações pouco confortáveis e até mesmo a separação. Quando as pessoas se unem, namoro, casamento e os diversos arranjos conjugais, ambas possuem características próprias de expressar o que sente e pensam, que absorveram ao longo da vida com suas famílias e outros relacionamentos, já estão treinados e habituados.

Ao se relacionarem com seus parceiros no intuito do cultivo do amor e a vida a dois, o amor não serve de tradutor e nem de cola se a comunicação está em déficit. Então se inicia o desencontro, quando um fala o outro não ouve, um simples pedido soa como uma ordem, uma reclamação sugere insatisfação e desqualificação.

São inúmeras as situações cotidianas onde a comunicação passa a ser utilizada como uma arma na luta de poder entre o casal levando-os a uma escalada de discussões stressantes e intermináveis, tornando-os tão envolvidos em quem está com a razão, impedindo desta maneira o cultivo do diálogo e do entendimento de significados de cada um, não observando como o outro a recebe, se refugiam em seus mundos, procurando meios como TV, atividades domésticas, filhos e até mesmos os amigos “como uma forma de nunca estarem a sós”.

Deste modo a relação já esta contaminada pelo não dito e pelas frustrações e mágoas que se acumulou em cada parceiro, neste momento qualquer palavra, gesto, olhar, atitude poderá contribuir para um ciclo vicioso, que se alimenta a cada movimento do casal mantendo-se como uma dança que o casal constrói por anos, até ocorrerem fatos na vida que exija do casal um rearranjo, podendo leva-los ao seu reencontro ou desencontro.

Se a comunicação conturbada adoce o relacionamento, os diversos rios que alimentam esta relação, como interesse mútuo, admiração, confiança, fidelidade, perspectiva de futuro, construção da felicidade, interesse sexual, e o amor adoece junto.

Não pretendo insinuar que a paixão não resiste ao desgaste do cotidiano, sugerir que, com o passar do tempo, uma história de amor perde o brilho, falar de tédio e afastamento, de desencanto e ilusões perdidas. Não tem de ser assim!

Fomos embalados pelas histórias de príncipes e princesas que marcaram nossa infância, acreditamos que o casamento é uma garantia de eterna completude e que o encontro amoroso trará a segurança de um afeto incondicional e a excitação do mistério, sem perder jamais o brilho do efêmero.

Mas a construção do amor se faz a cada dia. Os perigos se renovam, mudam de aspecto.É preciso estar alerta, para não se deixar seduzir pelas armadilhas da comunicação; é necessário ser forte e valente, para não ser tragado pelas areias movediças da mesmice.

Sobretudo, é preciso ser sábio para reconhecer esses inimigos – que se escondem atrás de máscaras inocentes, como as contínuas concessões ao tédio, “os pequenos descuidos para com o outro”.

O diálogo é rico na manutenção do vínculo amoroso proporciona o respeito mútuo das características de cada um, o fortalecimento de suas afinidades, ele deve ser um alimento que se come junto para a continuidade e qualidade da relação.

Margarete Ap. Volpi

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