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A globalização: O bem ou o mal do século?


A globalização: O bem ou o mal do século?


Pensando sobre o nosso momento atual, a nossa grande globalização... Muitas imagens vieram, muitos sentimentos surgiram, e após um tempo refletindo sobre esta questão, surgiu este texto.

Refletindo sobre em que momento nos encontramos, o que esperamos, e o que estamos propostos a ser e não a ter?

Palavra difícil essa... Ser!

Como ser no mundo onde cada vez mais menos pessoas estão sendo, e sim sobrevivendo.

Ser segundo o dicionário Michaelis significa: ‘Ente; Ente humano; Existência, vida; Coisa que tem realidade no mundo dos sentidos. Figura, forma; estado, modo de existir. sm pl A natureza; tudo quanto existe; o conjunto das criaturas. Ser real: o mesmo que ente real. Ser de razão: o mesmo que ente de razão. Ser supremo: o mesmo que Ente supremo. ’’

Esse ser que experiência a vida existindo, que usufrua dos seus sentidos, está cada vez mais escasso.

O que vemos diariamente são pessoas batendo o “ponto” da vida, como numa empresa aonde as pessoas batem o ponto diariamente da entrada e da saída do trabalho.

Essa forma de sobreviver vai deixando as pessoas cada vez mais “enlatadas”, “engolindo” o mundo de forma a não se verem, a não se sentirem. Comem cada vez mais fast foods na forma tanto literal como metafórica, querem cada vez mais, sem ao menos pararem para se perguntar se precisam, ou se realmente é aquela a sua vontade. Ou será que mais uma vez as pessoas estão “engolindo” aquilo, ou seja, possuindo aquilo, sem ser o que realmente querem ser.

Será que é ter aquele brinquedo, pensando nas crianças, ou ter aquela roupa, ou até mesmo ter aquele carro que vai fazer a pessoa se sentir feliz? Já que esta é a palavra chave, aonde se vende cada vez mais as famosas “pílulas da felicidade”. Será que você não anda comprando “pílulas enganosas”?

Claro que não é para deixar de ter coisas, e sim ser mais aquilo que tanto você almeja na vida. Não “engolir” as coisas significa viver, e ser a pessoa maravilhosa que você é.

Sentir a vida de uma forma plena, com sofrimentos sim, faz parte da vida, mas também com muitas alegrias, pois quem procura acha, já dizia o velho ditado popular.

Todo mundo quer comer, se vestir bem, estar sempre dentro do mercado cada vez mais consumista. Porém, são poucas pessoas que estão com vontade de ser a “mudança que gostariam da vida”.

Certa vez li um texto, que achei bem interessante e resolvi compartilhar com vocês leitores queridos que fala exatamente sobre isso.

“Feliz é o homem que repassa o que sabe e aprende o que ensina"
George Carlin

Segue ele abaixo:

Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

“Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre”.

“Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer”.

“Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira (o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame... Se ame muito”.

“Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro”.
“Por isso, valorize quem te ama, sempre”.

Fica aqui uma reflexão para vocês, será que não está na hora de vocês mexerem em “roupas velhas” no armário? Será que não seria legal a busca de uma ajuda profissional para essa nova “borboleta saindo do casulo”?
Daniela Cracel

Imagem: pallomamello.tumblr.com


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